…q nom dBirloz

Festival Diversity

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Aboubacar SyllaObibaséOrfeo ProjectOrfeo ProjectChe SudakaChe Sudaka

Não posso imaginar local menos ajeitado para fazer um Festival Multicultural destas características, que pedia a berros o ar livre. Menos ainda numa ilha onde o clima não é precisamente impedimento. O Moon Club resultou ser uma dessas discos “pijas”, com porteiros e seguratas que deveram passa-lo mal deixando entrar –com boa educação mesmo– a malta com pintinhas como a minha. Mas o cartaz pagava a pena e o objectivo da arrecadação também (3 €), que havia ir destinada a construção duma pequena escola em Diogo, no Senegal.

O exterior da sala arrecendia com jantares de outros mundos coma Peru ou Senegal, que se ofereciam baixo quatro pequenas carpas, e no interior o DJ Killo pinchava boa música entanto a gente ia chegando muito de vagar.

Assim com pouco aforo ainda, Obibasé atacava o cenário também de vagarinho, suave. Mas pouco tardaram o percussionista de Guiné Conakry, Aboubacar Sylla, e os seus companheiros peninsulares em subir o ritmo duma excelente fusão de ritmos africanos, jazz e mesmo chisquinhos de flamenco e latino. Interessantíssimo bom fazer que não foi premiado com petição de bis por um público que seguia chegando provavelmente na procura do ska que viria a seguer.

Duma fusão a outra fusão, os belgas de Orfeo Project tiraram dúvidas e encheram a pista de saltos e aromas de maconha –ante a frustração da seguridade do local– com o seu vibrante ska cigano de excelentes ventos adereçado de pingas de pop-rock de cabaré. E aqui sim que já houve bis, e tanto que sim.

Com as rastas, camisolas e piratas entregados, Che*Sudaka tinha o caminho do êxito fácil de percorrer. O grupo argentino-colombiano, mas afincados na Catalunya, do que já tínhamos referencias pola sua colaboração em galego no disco A Per Loca, arrancaram sem médias tintas a presentação do seu último trabalho: Tudo é possible. Ska-punk-hip-hop com momentos de induvidaveis ritmos de cumbia, sem pausa nem descanso; elevaram a temperatura, os saltos e os cantares até os extremos. Meteram a gente nos petos, manejaram coma quiser. Umas bestas do cenário e da entrega. A ter mui em conta nos nossos festis.

No final e só para mim, em bico do Leo, um “Gracinhas. Galiza ceibe!”

Avante A Per Loca. Avante Che*Sudaka. Muito obrigado.

Aqui todas as fotos.

No objectivo o Festival da Chaira. Guardai-me uma camisola! ;)

… e logo Pardinhas, seica, disque

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